Bloco de compreensão e análise literária (perguntas 1, 2, 5a a 5c e 7)
Lê o conto duas vezes antes de responder: uma leitura corrida para apanhares a história e outra com lápis na mão para marcares os parágrafos referidos no enunciado. Treina a distinção entre os subgéneros narrativos (conto, fábula, lenda, apólogo, novela, romance) e prepara-te para justificar a escolha com marcas concretas do texto: personagens animais com comportamento humano, presença de uma moral, brevidade da acção, tempo e espaço indeterminados. Nunca respondas apenas com o nome do subgénero quando o enunciado pede justificação, porque metade da cotação está na fundamentação.
Na localização temporal e espacial, habitua-te a escrever que o tempo é indeterminado (a expressão “Um dia” não fixa qualquer data) e que o espaço são os domínios do leão. Na classificação das personagens, distingue personagem principal, secundária e figurante, e lembra-te de que quem move toda a intriga é o coelho. Nas perguntas de interpretação, responde em frase completa e ancorada no texto: quando te perguntam se achas justa a posição do rei, o avaliador procura uma posição clara seguida de argumento retirado da narrativa. Na pergunta sobre o ensinamento, formula uma moral generalizante, do tipo “a esperteza vence a força e o abuso de poder”, e não um simples resumo dos acontecimentos.
Bloco de funcionamento da língua (perguntas 3, 4, 5d e 6)
É aqui que se ganham ou perdem exames. Revê com atenção a divisão e classificação de orações, porque a alínea 3c vale 2,0 valores, a cotação mais alta fora da composição. Treina a identificar o número de verbos em forma finita para saberes quantas orações existem, separa-as com barras e classifica cada uma: coordenadas copulativa, adversativa, disjuntiva, conclusiva ou explicativa, e subordinadas substantivas, adjectivas ou adverbiais com a respectiva subclasse.
Na classificação morfológica, indica a classe da palavra sublinhada e as subcategorias pertinentes, por exemplo advérbio de negação. Nos momentos da narrativa, associa cada trecho ao seu lugar na estrutura: introdução, desenvolvimento, ponto culminante e desenlace. Nas figuras de estilo, atenção ao efeito de ampliação da frase sobre a tempestade que não deixaria “uma agulha só”: trata-se de hipérbole. Para a passagem ao discurso indirecto, revê as transformações obrigatórias: verbo introdutor mais conjunção integrante, recuo dos tempos verbais, mudança das pessoas gramaticais, alteração dos deícticos de tempo e lugar e eliminação das aspas.
Na conjugação verbal, distingue a conjugação simples da pronominal, reflexa, passiva e perifrástica, e treina o reconhecimento de formas compostas e do mais-que-perfeito. Nas frases, memoriza os quatro tipos (declarativa, interrogativa, exclamativa, imperativa) e as duas formas (afirmativa e negativa), sem confundir tipo com forma. Para a classificação sintáctica, revê sujeito, predicado, complemento directo, complemento indirecto, predicativo do sujeito, vocativo e complementos circunstanciais.
Composição (pergunta 8)
Decide o tema nos primeiros trinta segundos e não voltes atrás. Se escolheres o resumo, mantém a sequência dos acontecimentos, converte o discurso directo em narração, corta pormenores e repetições, não acrescentes opiniões e escreve na terceira pessoa. Se escolheres a convocatória, domina a estrutura do texto utilitário: local e data, destinatário, título, corpo com indicação clara do assunto, do dia, da hora e do local da reunião, e assinatura do convocante. Em qualquer dos casos o limite são dez linhas, e ultrapassá-lo é penalizado.
Gestão do tempo
Reserva os últimos dez minutos dos 120 disponíveis para releitura, com atenção especial à acentuação, à concordância e à pontuação, que pesam na avaliação da correcção linguística.