Categorias da narrativa
Treina a leitura orientada por categorias: quem narra, de onde narra, quando, onde e com que desfecho. Neste texto, o espaço é duplamente marcado (a margem onde está o paquete que levaria Ngungunhane ao exílio e, por extensão, a terra do império de Gaza), por isso habitua-te a localizar a acção com apoio numa expressão concreta do texto. Na classificação do narrador quanto à presença, a justificação vale tanto como a classificação: cita sempre uma passagem inequívoca, como a forma verbal na primeira pessoa presente no terceiro parágrafo. Quanto ao desfecho, revê a diferença entre desfecho fechado, aberto e trágico, e repara em como o parágrafo final encerra a acção sem deixar fios soltos.
Funcionamento da língua
Este é o bloco onde mais pontos se perdem por falta de método. Na atribuição da acção, identifica o sujeito, mesmo quando subentendido, e explicita a personagem correspondente. Na classificação morfológica, revê a lista completa das classes de palavras, com atenção especial aos advérbios terminados em mente. Quanto ao processo de formação, revê derivação (prefixação, sufixação, parassíntese, derivação imprópria) e composição (justaposição e aglutinação), justificando a escolha em uma linha. Na análise sintáctica, apresenta a resposta por funções bem identificadas (sujeito, predicado, complementos, modificadores). Na divisão e classificação de orações, localiza primeiro todas as formas verbais finitas, porque cada uma indica uma oração, e só depois classifica a relação entre elas, distinguindo coordenação de subordinação. Nas figuras de estilo, revê o quadro básico e explica porque é que a expressão sublinhada é hiperbólica ou metafórica, em vez de apenas nomear a figura.
Interpretação factual
As perguntas 5a, 6a e 6b são de recolha directa no texto e valem, no conjunto, 2,5 valores. Ganha-as todas. Sublinha, numa primeira leitura, os nomes próprios e as acções finais da narrativa: as mulheres, o filho e outros homens que acompanham Ngungunhane, a revolta de Maguiguane contra o colonialismo português e o desfecho em que o colonialismo vence. Responde em frase completa, sem parafrasear o texto inteiro.
Composição final
O texto expositivo-explicativo exige apresentar um tema, explicar causas e consequências, usar linguagem objectiva e evitar opinião pessoal. Planifica em três minutos: introdução com definição de calamidade natural e enquadramento moçambicano, desenvolvimento com dois ou três exemplos concretos (cheias no vale do Zambeze e do Limpopo, ciclones no litoral, secas no sul e interior) e conclusão com medidas de prevenção e mitigação. Respeita rigorosamente o limite de 15 linhas e reserva um minuto final para reler e corrigir concordância, acentuação e pontuação. Repara ainda em como o próprio texto de partida antecipa o tema, ao referir fome, peste, seca e má colheita.