Começa por uma leitura atenta e cronometrada do conto “O Ardina de Sapatos Gastos”. Em provas como esta, ler bem o texto literário é meio caminho andado, porque dele dependem 29 das 40 questões. Treina a identificação do narrador, do espaço e do tempo da acção, da caracterização física, psicológica e social da personagem principal, e do sentido conotativo de expressões-chave. Questões como a 8, a 14, a 15 e a 18 exigem que distingas o significado literal do contextual, por isso evita responder por intuição e procura sempre o apoio do texto.
No bloco de funcionamento da língua, prioriza os tópicos mais frequentes e mais discriminadores: classes de palavras (com atenção especial aos advérbios e às subclasses de substantivos, sobretudo o colectivo), processos de formação de palavras (sabe distinguir aglutinação de justaposição e identificar estrangeirismos como “printerpress” ou “star-vison”), e tempos verbais. Revê com cuidado o pretérito imperfeito do indicativo, presente em formas como “sentia”, “trauteava” e “movia-se”, porque é um dos tempos mais cobrados nesta prova.
Dedica tempo à análise sintáctica. As questões 24, 25, 38 e 39 mostram que precisas de saber classificar o sujeito (simples, composto, subentendido, indeterminado), o tipo e a forma da frase, e distinguir orações coordenadas (copulativa, adversativa) de subordinadas (temporal, causal, completiva, relativa, concessiva, comparativa, condicional, substantiva). Treina com frases curtas e procura identificar conectores e conjunções como pistas seguras.
Para o bloco do poema “Grito Negro” de José Craveirinha (questões 30 a 33), revê os tipos de estrofe pelo número de versos (do monóstico ao décimo), os tipos de rima (cruzada, emparelhada, interpolada, encadeada) e as funções da linguagem (emotiva, expressiva, poética, informativa, apelativa). Conhecer a obra e o estilo de Craveirinha, autor central da literatura moçambicana, dá-te vantagem para responder com segurança.
Para a questão 34, sobre a relação obra-autor, vale a pena memorizar os principais títulos da literatura moçambicana e portuguesa: “Choriro” e “Ualalapi” de Ungulani Ba Ka Khossa, “Terra Sonâmbula” e “O Outro Pé da Sereia” de Mia Couto, “Nós Matamos o Cão Tinhoso” de Luís Bernardo Honwana, “Os Lusíadas” de Luís de Camões, “O Crime do Padre Amaro” e “Os Maias” de Eça de Queirós. Confusões entre autores são uma armadilha clássica deste tipo de prova.
Estuda a conversão do discurso directo em discurso indirecto (questão 36), prestando atenção à transposição de pessoas, tempos verbais e advérbios. Para o exercício de preenchimento de espaços (questão 37), revê a conjugação do imperativo afirmativo (afirmativo na 2.ª pessoa do singular: “sê”, “aproxima-te”, “baseia-te”) e a colocação dos pronomes reflexos.
Por fim, treina a identificação de tipos de texto pelas suas marcas formais. A questão 40 testa o reconhecimento de uma introdução de acta pela presença de data, local, identificação dos participantes e referência à ordem de trabalhos. Sabe distinguir acta, notícia, resumo, síntese e citação pelas suas convenções próprias.
Em termos de gestão de tempo, 90 minutos para 40 questões dão-te uma média de 2 minutos e 15 segundos por questão. Faz uma primeira passagem rápida pelas questões que dominas, deixa as mais demoradas para uma segunda volta e reserva os últimos 10 minutos para passar as respostas a esferográfica e rever a folha óptica.