Começa por dominar a leitura analítica de textos expositivos e argumentativos, porque o ponto de partida desta prova é sempre um texto longo. Treina a identificação rápida da tese, dos argumentos, da intenção comunicativa e da tipologia textual. Para o exame de 2023, o texto sobre as emoções dos animais é expositivo-argumentativo, e perceberes a diferença entre informar, expor e argumentar pode valer-te várias questões logo no início.
No bloco de vocabulário e sinónimos, lembra-te que a palavra deve ser substituída sem alterar o sentido da frase original. Lê sempre a frase com a opção escolhida antes de marcar. Estuda também os processos de formação de palavras: composição, derivação (prefixal, sufixal e parassintética), justaposição, aglutinação e seus casos mistos, porque aparecem em questões muito decisivas como a 54.
Para o funcionamento da língua, revê com atenção as funções sintácticas (sujeito, predicado, predicativo do sujeito, atributo, complementos directo e indirecto), os graus dos adjectivos (não confundas superlativo absoluto sintético com analítico nem com superlativo relativo), a concordância com nomes colectivos seguidos de complemento (a maioria de), a acentuação gráfica (palavras agudas, graves, esdrúxulas e átonas) e os tipos de conjugação verbal, com destaque para a conjugação perifrástica. Treina também a identificação de figuras de estilo, sobretudo metáfora, personificação, antítese e comparação.
No bloco de literatura moçambicana, faz uma lista de autores e respectivas obras. Para este exame em particular, são imprescindíveis: Mia Couto (Vozes Anoitecidas, Terra Sonâmbula, Cada Homem é uma Raça, Raízes do Orvalho), José Craveirinha (Karingana wa Karingana, Xigubo), Paulina Chiziane (Balada de Amor ao Vento, O Alegre Canto da Perdiz, O Sétimo Juramento, Niketche), Ungulani Ba Ka Khosa, Lília Momplé, Lucílio Manjate (Choriro), Adelino Muianga, Suleimane Cassamo, Orlando Mendes, Hélder Muteia, Rui de Noronha, Luís Bernardo Honwana e Noémia de Sousa. Aprende também a distinguir escritores moçambicanos de estrangeiros, porque há sempre uma questão de eliminação de intruso (Carlos Drummond, José Saramago, Vinícius de Morais).
Estuda as características do conto tradicional africano (autoria colectiva, oralidade, finalidade moral e social) e revê as tipologias de texto pragmático: bilhete, postal, carta formal, carta informal, carta familiar, acta, relatório, síntese e resumo. Estas questões valem pontos fáceis se souberes reconhecer o registo e a função de cada texto.
Para os temas transversais de cidadania, lê com atenção as definições de cultura de paz (promover justiça social e acções de paz duradoura) e equidade do género (acesso às mesmas oportunidades por homens e mulheres). São conceitos que aparecem com frequência e que se resolvem com leitura cuidadosa das alternativas.
No bloco final de coesão e coerência textual, treina a ordenação de parágrafos e o uso de conectores. Lê os trechos várias vezes, identifica o fio narrativo ou argumentativo e marca apenas no fim, depois de testar mentalmente cada sequência. Não te esqueças do uso da crase (à, a, há), que costuma fechar a prova.
Em termos de gestão de tempo, reserva cerca de 25 minutos para o bloco de compreensão e vocabulário, 30 minutos para o funcionamento da língua, 25 minutos para literatura e textos pragmáticos, e os últimos 10 minutos para releitura e transcrição final para esferográfica. Não deixes questões em branco: cinco alternativas dão 20% de probabilidade, e uma eliminação inteligente sobe esse valor.