Começa por dominar a leitura activa de textos de opinião e textos argumentativos. Treina sublinhar a tese, os argumentos principais, as citações e as conclusões do autor. Identifica também o tom do texto (crítico, irónico, apologético) e a intenção comunicativa. Como toda a prova depende de um só texto, uma leitura mal feita compromete dezenas de questões: lê o texto completo duas vezes antes de começar a responder.
Investe seriamente no funcionamento da língua, que é o bloco mais pesado. Revê com profundidade as classes morfológicas, sabendo distinguir nomes, adjectivos, advérbios, pronomes, preposições e conjunções em contextos reais. Domina as conjugações verbais nos diferentes tempos e modos, com atenção especial à diferença entre pretérito perfeito e pretérito imperfeito do indicativo, e entre presente e pretérito imperfeito do conjuntivo. Pratica também a identificação de verbos regulares e irregulares e a transformação de frases da voz activa para a passiva (e vice-versa), lembrando que verbos intransitivos como “nascer” não admitem voz passiva.
Estuda a fundo a sintaxe da frase. Treina identificar funções sintácticas (sujeito, complemento directo, indirecto, circunstancial, predicativo do sujeito) e tipos de sujeito (simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente). Domina a classificação de orações coordenadas (aditiva, adversativa, conclusiva, explicativa, disjuntiva) e subordinadas (substantivas, adjectivas restritivas e explicativas, adverbiais temporais, concessivas, causais, finais). Sabe também classificar a frase como simples, complexa por coordenação ou complexa por subordinação.
Na semântica, dedica tempo a vocabulário, sinónimos e antónimos. Treina substituir expressões pelo significado mais próximo e identificar palavras de sentido contrário em contexto. Estuda igualmente as figuras de estilo mais frequentes: metáfora, comparação, hipérbole, eufemismo, ironia, gradação, paradoxo, antítese e personificação. Revê os processos de formação de palavras, distinguindo derivação (prefixal, sufixal, parassintética) de composição (por justaposição e aglutinação).
Não descures os conteúdos transversais. Revê a acentuação gráfica e a classificação das palavras quanto à sílaba tónica (agudas, graves, esdrúxulas). Estuda as regras ortográficas básicas (uso do u, s e ss, c e ç, x e ch, g e j). Revê as formas de tratamento (tu, você, vossa excelência) e a concordância verbal correspondente. Memoriza os nomes colectivos mais comuns (cardume de peixes, alcateia de lobos, manada de bois, caravana de viajantes, enxame de abelhas, rebanho de ovelhas, constelação de estrelas).
Quanto à gestão do tempo, com 90 minutos para 40 questões, define mentalmente blocos de 30 minutos. Nos primeiros 30 minutos, lê o texto duas vezes e responde às questões de interpretação. Nos 30 seguintes, ataca o bloco de funcionamento da língua. Reserva os últimos 30 minutos para os conteúdos finais, revisão das respostas duvidosas e transcrição definitiva para a esferográfica. Não te demores mais de 3 minutos numa única questão: marca-a, avança e regressa no fim.
Por fim, treina com exames anteriores de Português II da UEM. A estrutura repete-se com regularidade e familiarizares-te com o tipo de questões dá-te uma vantagem real no dia da prova.