Começa por fortalecer a interpretação de texto, porque é o coração da Parte I. Treina a leitura activa: sublinha termos-chave, identifica a tese do autor e distingue o que é facto do que é opinião. Muitas perguntas (como a 8, a 12 e a 13) não pedem informação literal, mas sim a intenção comunicativa e o tipo de texto, por isso habitua-te a perguntar “o que é que o autor quer com este parágrafo?”.
Na parte gramatical, revê com método as classes de palavras (morfologia) e as funções sintácticas, que aparecem repetidamente nas questões 17 a 25. Vale a pena dominar a diferença entre complemento directo, indirecto e circunstancial, saber identificar o tipo de sujeito e reconhecer os tipos de verbo. Pratica também a análise de orações (questões 27 e 28), separando a oração principal das subordinadas e classificando-as.
Não descures os tempos e modos verbais (presente do indicativo versus conjuntivo, pretérito perfeito versus imperfeito) nem os processos de formação de palavras (derivação e composição), que costumam render pontos fáceis a quem estudou.
Para a Parte II, estuda a literatura moçambicana com atenção aos nomes e pseudónimos (Kalungano é Marcelino dos Santos), às correntes literárias (Negritude e Pan-Africanismo) e aos principais recursos estilísticos. A anáfora, a metáfora, a comparação e a personificação são clássicos de exame.
Na Parte III, treina exercícios de ordenação de parágrafos: procura o parágrafo introdutório (o que apresenta o tema de forma geral) e segue o fio lógico através dos conectores e das referências entre frases.
Por fim, faz a gestão do tempo a teu favor: resolve primeiro as questões de gramática e literatura, que são mais directas, e reserva os minutos finais para reler os textos e confirmar as respostas de interpretação. Numa prova de escolha múltipla, nunca deixes questões em branco.