Na compreensão do texto, lê o excerto de Mia Couto de uma ponta à outra antes de responderes a qualquer questão e regressa ao parágrafo certo sempre que precisares de confirmar uma ideia. Como o texto é uma crónica de tom poético e reflexivo, treina a distinção entre tipos de enunciado (narrativo, descritivo, expositivo, crónica, prosa) e entre géneros textuais (literário, jornalístico, normativo, administrativo, multiusos), porque essa distinção é frequentemente cobrada logo nas primeiras questões. Trabalha também as funções da linguagem com exemplos concretos, sobretudo a poética e a conotativa, que costumam ser as respostas certas em textos de pendor literário.
No funcionamento da língua, que pesa mais de metade da prova, distribui o estudo por várias frentes. Revê com calma as funções sintácticas (com atenção ao predicativo do sujeito, predicativo do objecto directo e complemento indirecto), a classificação das orações subordinadas (integrante, relativa, causal, temporal e concessiva), os processos de formação de palavras (derivação regressiva e derivação imprópria, que voltam a aparecer todos os anos) e os modos verbais, em especial a distinção entre conjuntivo e infinitivo. Não descures a voz passiva e a transformação de frases, a conjugação pronominal reflexa e recíproca, as orações participiais e o uso do pronome “se” como sujeito indeterminado. Trabalha também os parónimos (coser/cozer, estofar/estufar, cópia/copia), a divisão silábica de palavras complexas, o género de nomes uniformes (cônjuge, artista, cliente, intérprete, cúmplice) e a regência preposicional dos verbos mais frequentes (arriscar-se a, envergonhar-se de, apoiar-se em, especializar-se em, dar com).
Na literatura moçambicana, fixa as obras e os autores que aparecem repetidamente nestes exames. Estuda Eduardo White (Os Materiais do Amor seguidos do Desafio à Tristeza, Janela para Oriente, Country Jazz, Dormir com Deus e um Navio na Língua), Mia Couto, Paulina Chiziane, José Craveirinha, Luís Bernardo Honwana, Noémia de Sousa, Suleiman Cassamo, Marcelo Panguana, Nelson Saúte, Albino Magaia, Calane da Silva e Adelino Timóteo. Treina a correspondência entre obra e autor, porque é exactamente esse o formato da questão 39, e memoriza a nacionalidade de escritores que costumam aparecer como distractores (Agostinho Neto é angolano, Baltazar Lopes é cabo-verdiano, Francisco José Tenreiro é são-tomense, Amílcar Cabral é guineense; Orlando Mendes é moçambicano).
Em termos de gestão do tempo, dedica os primeiros 30 minutos ao bloco de compreensão, reserva cerca de 50 minutos para o funcionamento da língua e guarda os últimos 10 minutos para a literatura e a revisão das respostas pintadas a esferográfica. Lembra-te de que a máquina de leitura óptica anula questões com mais de uma resposta ou com borrões, por isso preenche primeiro a lápis HB e só passa a esferográfica quando tiveres a certeza.