Começa por uma leitura atenta e cronometrada do texto-base. Em provas como esta, ler bem o texto literário é meio caminho andado, porque dele dependem dezassete das quarenta questões (as primeiras dezassete). Treina a identificação da tese do autor, do tom dominante, das figuras de estilo presentes e do sentido conotativo de expressões-chave. Questões como a 1, a 5, a 7 e a 17 exigem que distingas o que o texto efectivamente sugere daquilo que parece à primeira vista, por isso evita responder por intuição e procura sempre o apoio textual.
No bloco de funcionamento da língua, prioriza os tópicos mais frequentes e mais discriminadores: classes de palavras, funções sintácticas (sujeito, predicativo do sujeito, complemento directo, vocativo, aposto), tempos e modos verbais (com especial atenção ao conjuntivo, presente nas questões 12 e 31), e tipos de orações. O reconhecimento de orações subordinadas integrantes, relativas, causais, adverbiais e de coordenadas explicativas aparece quase sempre nas provas da UEM, tal como acontece nas questões 24, 26, 27 e 28 desta prova.
Dedica tempo aos pronomes relativos, indefinidos e demonstrativos, treinando a distinção entre eles em frases curtas. As questões 15, 20 e 33 mostram que este é um terreno em que muitos candidatos perdem pontos por confundir categorias próximas. Revê também os processos de formação de palavras e a sufixação (questão 13), e treina o plural das palavras compostas, que é um clássico das provas (questão 18): memoriza os casos típicos como navios-escola, couves-flores, guarda-chuvas e luas-de-mel.
A questão da concordância e da pontuação merece atenção redobrada. Treina a leitura em voz alta de frases longas para perceberes onde caem naturalmente as vírgulas, e revê o uso de incisos explicativos, como acontece na questão 34. No campo das relações semânticas, garante que sabes distinguir hipónimos de hiperónimos, homónimos, parónimos e polissémicos, terreno coberto pelas questões 29, 30 e 32.
Para a parte final de literatura, dedica tempo à obra de Jorge Amado (Capitães da Areia, Gabriela, Cravo e Canela, Dona Flor e os Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Seara Vermelha), aos grandes nomes do Realismo português (Eça de Queirós) e do Modernismo (Fernando Pessoa e os seus heterónimos), e ao movimento da Negritude, em que deves saber identificar Agostinho Neto, Léopold Senghor e Aimé Césaire como figuras maiores. Não confundas Padre António Vieira (Barroco) nem Fernão Lopes (Cronística medieval) com autores destes movimentos, pois eles aparecem frequentemente como distractores. Revê também os géneros do modo dramático (comédia, tragédia, farsa, drama, tragicomédia) e os tipos de textos (normativo, administrativo, jornalístico, argumentativo), conteúdos cobrados nas questões 35 e 36.
Em termos de estratégia de prova, faz uma primeira passagem rápida respondendo apenas às questões em que tens certeza absoluta, marca as duvidosas a lápis e regressa a elas no fim. Como tens 90 minutos para 40 questões, deves gastar em média 2 minutos e 15 segundos por questão, reservando uns 10 minutos finais para revisão e passagem das respostas a esferográfica.