Começa por treinar a leitura activa de textos expositivo-argumentativos. Lê o texto duas vezes antes de avançares para as perguntas: na primeira para captar a ideia geral, na segunda para sublinhar a tese, os argumentos e os exemplos. Muitas questões de compreensão (1 a 11) ganham-se simplesmente por saberes distinguir o que é um argumento, o que é um exemplo e o que é uma conclusão dentro do texto.
No funcionamento da língua, que é o bloco que mais separa os candidatos, revê com método a morfologia (classes de palavras), a sintaxe (funções sintácticas e classificação do sujeito), a classificação de orações (sobretudo as subordinadas relativas) e os processos de formação de palavras (derivação por prefixação, por sufixação e parassíntese). Atenção especial às conjunções e ao seu valor: saber que “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa, e que exprime oposição, é o tipo de ponto que se ganha depressa. Treina sempre a analisar a frase exacta que a pergunta cita, porque na prova de 2019 vários itens partem da mesma frase do texto.
Na literatura, fixa os nomes e os marcos essenciais da literatura moçambicana: Rui de Noronha como precursor, a poesia de combate ligada à luta armada, José Craveirinha como vencedor do Prémio Camões e Kalungano como pseudónimo de Marcelino dos Santos. Estuda também as correntes que influenciaram esta geração (a Negritude e o Pan-Africanismo) e revê os recursos estilísticos mais cobrados (anáfora, metáfora) e as categorias do texto poético (estrofe, verso livre, sujeito poético).
Por fim, treina a gestão do tempo e a composição. Resolve primeiro o que sai depressa (a literatura factual e a gramática que dominas) e deixa para o fim as questões que exigem reler o texto ou ordenar parágrafos. Em prova de escolha múltipla, nunca deixes alíneas em branco: se ficares na dúvida, elimina as opções claramente erradas e escolhe a mais provável.