Treina cinética e equilíbrio em paralelo. Estes dois blocos partilham conceitos próximos, como factores que afectam a velocidade e o princípio de Le Chatelier, e aparecem logo no início da prova. Trabalha tabelas de concentração em função do tempo para conseguires calcular velocidades médias de consumo e formação, e revê a expressão da constante de equilíbrio em termos de concentração (Kc) e de pressões parciais (Kp), com atenção especial aos efeitos de temperatura, pressão e concentração no deslocamento do equilíbrio.
Domina os cálculos de pH e pOH sem calculadora. O bloco de equilíbrio iónico é o mais extenso da prova e exige fluência em logaritmos simples (potências de 10), grau de ionização, constante Ka e relação entre pH, pOH e a constante iónica da água. Pratica casos típicos: ácidos fortes diluídos, ácidos fracos com α conhecido, neutralização com excesso de base, e leitura de tabelas com concentrações de H⁺ e OH⁻ para classificar substâncias como ácidas, neutras ou básicas.
Estuda o produto de solubilidade (Kps) com exemplos concretos. A questão de Kps na prova exige saber montar a expressão correcta para um sal com estequiometria 1:2 (como BaF₂) e aplicar a concentração do ião metálico para determinar o produto. Treina pelo menos cinco exemplos com sais diferentes.
Pratica a identificação de números de oxidação em compostos com oxigénio e azoto. Várias questões de redox pedem que reconheças se há ou não transferência de electrões a partir de uma equação química. Conhece bem as regras dos números de oxidação para H, O, halogéneos e metais alcalinos, e exercita a identificação de agente oxidante e redutor em equações iónicas e moleculares.
Treina o cálculo do potencial de pilha (ddp). A questão de electroquímica pede a diferença entre o potencial de redução do cátodo e do ânodo. Memoriza a fórmula E° = E°cátodo, E°ânodo, e pratica com tabelas de potenciais padrão (Fe, Zn, Cu, Ag, Ni e Pt). Atenção ao sentido dos electrões e à correcta identificação de qual eléctrodo oxida e qual reduz.
Investe forte em química orgânica. É o maior bloco da prova e cobre muitas frentes em poucas questões. Treina nomenclatura IUPAC de cadeias ramificadas (com duplas ligações e radicais), classificação de carbonos (primário, secundário, terciário e quaternário), classificação de cadeias (homogénea ou heterogénea, saturada ou insaturada, normal ou ramificada, aberta ou fechada) e reconhecimento dos principais grupos funcionais a partir de estruturas (álcool, fenol, éter, aldeído, cetona, ácido carboxílico, éster, amina, amida).
Memoriza as reacções orgânicas mais cobradas. Desidratação de álcoois (regra de Saytzeff), hidratação de alcenos (regra de Markovnikov), esterificação, oxidação de álcoois primários e secundários, substituição em aromáticos com ácido de Lewis e identificação de isómeros geométricos (cis-trans). Faz fluxogramas com os produtos esperados.
Gestão do tempo. Com 180 minutos para 40 questões, podes investir cerca de 4 minutos por questão. Resolve primeiro as questões de teoria pura (definições, identificação de grupos funcionais, nomenclatura) que são mais rápidas, e deixa para o final as questões de cálculo intensivo (pH, Kp, Kps e ddp). Não te esqueças de reservar 10 a 15 minutos finais para passar as respostas a esferográfica e rever marcações duvidosas.
Cuidado com a folha de respostas óptica. Como a máquina anula respostas com mais de uma marcação ou com borrões, é fundamental preencher primeiro a lápis HB e só passar a esferográfica quando tiveres a certeza absoluta. Uma resposta certa que fique anulada por descuido de preenchimento é tão prejudicial como uma resposta errada.