Para o primeiro bloco, estrutura atómica e tabela periódica, é fundamental dominar a distribuição electrónica de qualquer elemento até ao período 4 sem hesitação, identificar o grupo e período a partir da configuração e relacionar isto com as propriedades periódicas. Treina mentalmente o sentido em que variam a electronegatividade, o raio atómico, a energia de ionização e a afinidade electrónica, porque várias questões pedem precisamente essa comparação. Memoriza a configuração da camada de valência dos halogéneos (ns² np⁵), dos alcalinos (ns¹), dos alcalino-terrosos (ns²) e dos gases nobres.
No bloco de ligações químicas e nomenclatura, pratica a previsão do tipo de ligação a partir da diferença de electronegatividade, conta correctamente ligações covalentes comuns e dativas em moléculas como o CO₂, o SO₃ ou o HNO₃, e revê com atenção a nomenclatura de sais complexos (dicromato, permanganato, hidrogenossulfito, borato), porque a fórmula correcta depende de saber a carga exacta do anião. As questões sobre óxidos básicos, ácidos e anfotéricos são clássicas e costumam ter pontuação garantida se a matéria estiver bem revista.
Em soluções e estequiometria, treina cálculos rápidos de molaridade, normalidade, diluição (fórmula C₁V₁ = C₂V₂) e fracção molar. As questões 30 e 31 deste exame exigem que saibas calcular volumes de água a adicionar e prever o pH resultante de uma mistura ácido-base, portanto não dispenses exercícios práticos com números pouco redondos.
Para termoquímica e cinética, é essencial saber interpretar gráficos de energia versus coordenada de reacção, identificar entalpia de reacção, entalpia de activação e classificar a reacção como exotérmica ou endotérmica. Na cinética, domina o efeito da concentração, temperatura, catalisador e superfície de contacto, e treina o cálculo da ordem de reacção a partir de tabelas de velocidades.
No bloco de equilíbrio químico, revê a fundo o princípio de Le Chatelier (efeito da concentração, pressão, temperatura), o cálculo do quociente de reacção Q comparado com Kc, e a previsão de formação de precipitados comparando o produto iónico (PI) com o produto de solubilidade (Kps). Para os ácidos, treina o cálculo do grau de ionização (α) e a classificação como ácido forte ou fraco a partir do Ka.
Em electroquímica, pratica o acerto de equações redox em meio ácido (questão 48 deste exame é um exemplo típico) e os cálculos com a constante de Faraday (1 F = 96500 C, ou em termos de mol de electrões), aplicados à deposição electrolítica de metais.
A química orgânica ocupa as últimas dez questões e tem peso decisivo. Revê com cuidado a nomenclatura de hidrocarbonetos (fórmula geral, identificação de alcanos, alcenos, alcinos), classificação de carbonos (primários, secundários, terciários, quaternários), contagem de ligações sigma e pi, isomeria funcional, regra de Markovnikov nas reacções de adição, classificação de aminas e amidas, e mecanismos das reacções do benzeno (substituição electrofílica). A reacção de Wurtz (halogenoalcano com sódio metálico para formar alcano simétrico) é um clássico que aparece quase sempre.
Em termos de gestão de tempo, recomenda-se começar pelas questões mais directas das primeiras secções (sistemas, moles, distribuição electrónica), garantindo pontos seguros, e deixar para o fim as questões mais analíticas de termoquímica, equilíbrio e mecanismos orgânicos. Não te prendas mais de três minutos a uma única questão, marca-a e regressa depois.