A preparação para esta prova exige um equilíbrio entre o domínio teórico dos conceitos e a prática intensiva de cálculos, sobretudo porque não é permitido o uso de calculadora e os 120 minutos disponíveis dão, em média, dois minutos por questão.
No Bloco I, treina a leitura de gráficos de energia versus caminho de reacção e fixa bem o papel do catalisador (que reduz a energia de activação, mas não altera a entalpia da reacção). Para as questões de Kc, pratica a montagem de tabelas de início, variação e equilíbrio, e domina a aplicação do princípio de Le Chatelier para prever deslocamentos quando se alteram pressão, temperatura ou concentrações.
No Bloco II, memoriza a relação pH + pOH = 14 a 25°C, mas prepara-te também para situações em que o produto iónico da água é diferente de 10⁻¹⁴ (como na questão 15). Estuda a hidrólise dos sais com calma, pois é um tema recorrente: sais de ácido forte e base fraca dão soluções ácidas, sais de base forte e ácido fraco dão soluções básicas, e sais de ácido forte e base forte dão soluções neutras.
No Bloco III, recorda que a oxidação envolve perda de electrões e aumento do número de oxidação, enquanto a redução é o oposto. Pratica a interpretação de séries de reactividade para prever reacções espontâneas, como nas questões 17 e 18.
No Bloco IV, dedica tempo ao reconhecimento de grupos funcionais em estruturas complexas como a da capsaicina, pois é um tipo de questão que distingue candidatos. Revê os tipos de isomeria (cadeia, posição, função e geométrica) e treina a nomenclatura cis-trans com exemplos claros.
No Bloco V, que é o mais longo e o mais decisivo, organiza um quadro pessoal com a relação entre protões, neutrões, electrões, número atómico e número de massa, e treina a configuração electrónica de catiões de metais de transição (atenção ao Fe³⁺, que perde primeiro os electrões do 4s e depois do 3d). Pratica cálculos estequiométricos com massas molares simples para ganhar velocidade.
No Bloco VI, fixa a posição dos grupos na tabela periódica e os nomes consagrados (alcalinos no grupo 1, alcalino-terrosos no grupo 2, calcogénios no grupo 16, halogéneos no grupo 17, gases nobres no grupo 18). Revê também as regras de nomenclatura de sais ácidos (como o NaHSO₃, hidrogenossulfito de sódio) e de sais com metais de oxidação variável (como o Fe³⁺ e Fe²⁺).
No Bloco VII, este é o bloco onde se ganham ou perdem mais pontos por descuido de cálculo. Treina mol/L, conversões entre g/L e mol/L, diluição (C₁V₁ = C₂V₂), titulações ácido-base e a fórmula da entalpia de reacção (ΔH = ΣΔHf produtos menos ΣΔHf reagentes). Verifica sempre se a equação está balanceada antes de calcular.
Por fim, faz pelo menos dois ou três exames de admissão de Química de anos anteriores (2017, 2018, 2020) com cronómetro a marcar 120 minutos, para ganhares ritmo e identificares os teus pontos fracos a tempo.