Domina primeiro a Química Geral (átomo, estequiometria e soluções), porque é a base de quase tudo o resto e concentra 18 das 40 questões. Se estes três blocos estiverem sólidos, garantes uma fatia significativa da nota.
Treina cálculos sem calculadora. Como a máquina não é permitida, habitua-te a fazer multiplicações, divisões e potências de base 10 à mão. Pratica especialmente as conversões com mol, massa molar e volume molar (22,4 l nas CNTP), porque aparecem repetidamente.
Memoriza as definições que dão pontos rápidos. Isótopos, isóbaros e isótonos, agente oxidante e redutor, ou a identificação de funções orgânicas são questões teóricas que se resolvem em segundos se tiveres os conceitos bem fixados.
Cuidado com os logaritmos no cálculo de pH e pOH. Várias questões pedem pH de ácidos fracos, bases e sais com hidrólise. Revê bem a relação pH + pOH = 14 e o uso da constante de acidez (Ka), que costuma ser o ponto onde mais candidatos erram.
Pratica a previsão de precipitados com Kps. Compara sempre o produto iónico com o produto de solubilidade: se for maior, há precipitação. Há questões repetidas sobre este tema (atenção, as questões 14 e 18 são praticamente iguais).
Na cinética, percebe a lógica dos mecanismos. A lei da velocidade depende da etapa lenta. Treina também o coeficiente térmico (regra de van’t Hoff) e a relação entre velocidades de consumo e formação a partir dos coeficientes estequiométricos.
Reserva tempo final para a Química Orgânica. É um bloco com sete questões, muitas delas teóricas e de resposta rápida (nomenclatura, funções, isomeria). Não deixes estes pontos fáceis por falta de tempo.
Gere o tempo de forma estratégica. Como todas as questões valem o mesmo, responde primeiro às que dominas e às puramente teóricas, deixando os cálculos longos (calorimetria, equilíbrio, pH) para uma segunda passagem.