Como não há calculadora, treina os cálculos à mão e revê potências de base 10, logaritmos simples (úteis para o pH) e operações com notação científica. Boa parte das questões de termodinâmica e de equilíbrio iónico resolve-se com contas que parecem assustadoras, mas que se tornam rápidas com prática.
Memoriza bem as fórmulas centrais de cada bloco: variação de entropia e de energia livre (ΔG = ΔH menos TΔS), normalidade e diluição (N1V1 = N2V2), pressão osmótica (π = MRTi), constante de equilíbrio em pressões parciais (Kp), constante de dissociação (Ka e Kb) e as leis de Faraday para a electrólise. Saber a fórmula é metade da resposta.
Domina a configuração electrónica e a leitura da tabela periódica, porque sustentam várias questões logo no início e voltam a aparecer de forma indirecta nas ligações químicas e nos iões. Treina também a identificação rápida de períodos e grupos a partir da distribuição electrónica.
Nas reacções redox, pratica o balanceamento e a identificação correcta do agente oxidante e do agente redutor, e revê o funcionamento de pilhas (ânodo, cátodo, sentido dos electrões e cálculo da ddp). Estes conceitos confundem-se facilmente, por isso convém fixá-los com exemplos concretos.
Na química orgânica, foca-te no reconhecimento das funções (éter, amina, éster, amida, cetona) e na isomeria cis/trans, que costuma render questões directas. Conhecer a nomenclatura oficial e os produtos típicos de reacções como a de Wurtz e os compostos de Grignard dá-te pontos quase garantidos.
Faz uma gestão de tempo realista: resolve primeiro as questões teóricas e os cálculos mais curtos, deixando para o fim as contas longas (como a pressão osmótica ou a massa recuperada por electrólise). Assim garantes os pontos fáceis antes de gastares minutos nos problemas mais pesados.