Como todas as questões valem o mesmo, começa por responder primeiro às questões teóricas e de raciocínio directo (por exemplo, modelos atómicos, pares conjugados, agentes oxidante e redutor, funções orgânicas). Garantes pontos rápidos antes de gastares tempo nos cálculos mais pesados.
Treina cálculos sem calculadora. Como o uso de máquina não é permitido, pratica multiplicações, divisões e potências de base 10 à mão. Muitos erros na prova não são de química, mas de aritmética feita à pressa.
Domina bem as fórmulas-chave de cada bloco: massa atómica média (média ponderada), concentração molar (n = C × V), diluição e mistura (C₁V₁ + C₂V₂ = C_final × V_final), energia livre de Gibbs (ΔG = ΔH menos TΔS), pressão osmótica (π = MRT), constante de equilíbrio e produto de solubilidade. São fórmulas que aparecem quase sempre.
Atenção às unidades. Há questões que dão dados em gramas e pedem moles, ou que misturam mililitros e litros, ou Joules e calorias (lembra-te de 1 cal = 4,18 J). Converte tudo para o mesmo sistema antes de calcular.
Pratica a leitura de gráficos. A prova usa gráficos de entalpia e curvas de solubilidade. Treina a identificar se uma reacção é exotérmica ou endotérmica pela posição dos reagentes e produtos, e a ler valores de solubilidade em função da temperatura.
Cuidado com as questões do tipo “assinale a INCORRECTA” ou “assinale a única correcta”. É um erro clássico ler depressa e marcar a afirmação verdadeira quando o enunciado pedia a falsa. Sublinha sempre a palavra-chave do enunciado.
Na parte de orgânica, revê com cuidado a nomenclatura IUPAC (numeração da cadeia principal e identificação de ramificações) e os tipos de isomeria, porque são os pontos onde mais candidatos perdem pontos por distracção.
Faz uma gestão de tempo realista: 42 questões em 120 minutos dão pouco menos de 3 minutos por questão. Não fiques preso numa única questão de cálculo difícil. Marca-a, segue em frente e regressa no fim se sobrar tempo.